segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Carne tenra



Laceram a carne tenra
Enquanto as toxinas
Forjam a lógica da contradição,
Onde tudo se torna lascivo
Em meio à perdição,
Vomitando os órgãos
Feito a labareda de um vulcão.
E sem sentidos extingam
O sangue e sua estagnação,
Querendo derramar para cobrir
Todo tipo de aversão,
Com brilho suave colore
A pecadora multidão.
Embebedam-se no orvalho
Do sentimento doentio de ilusão.
Os dentes afundam na pele
Forjando a destruição,
Pois as chamas envenenam
A consumação!

By – Juliana Bizarria

Homenagem ao meu grande amigo e companheiro de prosas na beira do fogão a lenha CHARLES BAUDELAIRE hUAhUhuhauHau =))

Um comentário:

Carmildinha disse...
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