segunda-feira, 2 de março de 2009

Ode a minha vida que se finda

Minha pele macilenta
Reluzente estremecia,
Minha carne nada opulenta
Soltava-se, desprendia.
Despedindo de forma lenta
A morte me consumia.

Dou lhe a mão
E contigo vou caminhar
Sigo estradas, rumo em vão.
Sem saber onde vai dar,
Não peço a ninguém perdão
Meus pecados deixo a vagar.

Não me fui inteiramente
Habitar seu mundo ainda,
O meu sangue efervescente
Colore a vida que se finda,
Vejo raios incandescentes
Oh doce morte, és tão linda.

Na hora de partir
Tenho pressa, mas nem tanto.
Minha face esta a sorrir,
Meus lábios entoam um canto,
Para sempre vou dormir
E repousar sem nenhum pranto.

By – Juliana Bizarria

Um comentário:

Barbara disse...

A D O R E I!

Uma lírica lindíssima!