Não
há nada que reste, se quer nenhum ensejo,
Não há velas nem flores, nem o último desejo.
O suplício renegado
De um antigo abastado,
Que se vai sem um cortejo.
Herança de um cérebro insensato,
Idiossincrasia de um rato
Conduziu se ao purgatório.
Atraiu um auditório,
Deixando a vida e o anonimato.
Vai se o verme que sabia o seu horário,
Soube a data do calendário
Que passaria da validade.
Abortado pela credulidade,
Desperdiçou seu último aniversário.
Tiros, o meio de transporte
Para o fraco ou para o forte,
E na terra onde faz se justiça,
Ele exala sua carniça
E antepôs a postura de sua morte.
By – Juliana Bizarria
domingo, 18 de janeiro de 2015
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