segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Um devaneio qualquer.


Vai-se de mim...

Extirpada como um câncer

Saindo a exalar

Não digo boa noite,

Mas preciso descansar.

Feito fumaça

A minha visão embaça,

Os vapores do inferno

Estão a me contaminar.

Por qualquer razão,

Ou sem razão nenhuma

Deixo me levar,

Bebendo sua água

Uma fonte que nunca acaba

Jamais permitirei secar.

É mágico o instante

Mais intenso e constante

Onde posso ver os sons,

Tocar odores,

E ouvir as cores

Mas nunca não é o bastante,

Sempre está a me dominar

E na textura de uma folha de papel

Faço minha voz rouca, ébria,

Ressoar...


By – Juliana Bizarria

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Alucinada


Eu estou indo para aquela montanha

Aonde o frio nunca bate

E o sol não é muito quente.

Estou subindo devagar

Porque os meus pés estão dormentes.

Lá sentirei a brisa da manhã ao acordar

E o sereno cair ao anoitecer,

Terei preguiça de me levantar

Quero ali ficar

E sozinha falecer.

O meu cadáver os pássaros

Não irão comer,

E como sentinelas ao meu lado

Irão permanecer,

Guiando minha carne como se eu estivesse

Acabado de nascer.

Viverei igual ao vento

Tímida, sem mostrar a minha cor,

E os pássaros comigo

Irão aonde eu for.

Mas um dia descerei de lá

Sem na terra precisar pisar,

E de tanto repousar com os pássaros,

Quem sabe eu, não aprenda a voar!

By- Juliana Bizarria


Poema mega master idoso, escrito a long time ago!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Minha Sina



Quão doida é a sina de minhas alvoradas,

Ouço-as prantear sobre minha languidez

É meu arrimo na calada,

Turvando toda minha lucidez

Letrada e armada,

Colorindo em palidez.


Quão doida é a sina de minha antemanhã,

Ouço o mínimo como um fonema

Dando a luz toda manhã

Carregada de blasfema,

Tem meu sangue, feito irmã

Tem meu sangue, meu poema.


By – Juliana Bizarria