domingo, 6 de junho de 2010

Não Quero...


Não quero ouvir o silêncio eloqüente

De nenhuma frase muda,

Ouvir minha fala embargada

Minha pálpebra grudada

E minha voz aguda.


Quero os gritos no silêncio

Quero festa quero fogo,

Quero o mundo ardendo em pólvoras

Explodindo qualquer jogo.


Que o sol estático lá de cima

Ganhe vida e se espalhe,

Beije o céu, a terra

Beije tudo, beije os mares.


Não quero lagrimas

Nem escuridão,

Quero risos

Quero cores,

Não quero ressequida

Minha ida, feito flores.


By – Juliana Bizarria

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mundo Meu


Na madrugada

Meus momentos entorpecidos,

Transparecem entre vidros

Que se partem em meus ouvidos

Estremecem os sentidos,

Embebedam-se em gemidos

De sonhos adormecidos


Passam horas, horas passam

Os meus olhos se embaçam,

Meus cabelos embaraçam

Meus anseios se retraçam

Voam longe,

Repassam.


Meus atropelos são meus

Meus devaneios são meus

Meus desejos são meus

Eu sou minha,

E nada é seu

O meu mundo

É mundo meu.


Tiro a roupa

Tiro sarro,

Lavo as mãos

Com meu escarro


Aqui eu posso,

Poetizo e profetizo

Raramente,

Racionalizo!


By – Juliana Bizarria


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Não há abismo dentro de mim



Não há abismo dentro de mim

E eu que tanto o temia, vejo que o abismo sou eu

Agora é ele quem me teme.

Daqui por diante as coisas serão livres,

Darei passadas descompassadas,

Não esperarei por mais nada,

Matarei minha sede em copos d’água

E ficarei assim na companhia do meu eu.

Solidão?

Não...

É apenas mais uma fase do jogo da humanidade,

Logo passa, depois volta e poderá passar novamente,

Sucessivamente

Contende

Descontente

Tantas coisas acontecem e perdem-se na vida,

Perdem-se com a vida

Talvez até ficam esquecidas.

Não há de ser nada!

E nem sempre o que há

É tudo!

E aqui dentro de mim

Ah! dentro de mim......

Apenas lembranças,

E uma paz que não se cansa

E um recomeço que jamais terá um fim!


B y – Juliana Bizarria

domingo, 11 de abril de 2010

Tomo II


Eis que surge um espectro fantasmagórico

Envolvendo-me em sua poeira densa,

De ar lúgubre e calórico

Infectando qualquer crença.


Está mais uma vez diante de mim

Agonizando-me pelo fim,

Propagando minha doença.


O que isso pode ser?

O que isso vem a ser?

Fecho os meus olhos, a repudiar,

Fecho os meus olhos, não vou olhar.


A dança continua, vem e vai

Sobe e desce, mas não cai,

Não para o seu bailar.


Figura que surge do irreal

Na estranha realidade,

Fazendo uma dança surreal

Com tamanha intensidade.


O tomo II está em cena

E minha consciência já não mais plena,

Desconfia de qualquer verdade.


Entrou em meu mundo a desolar

Impediu-me de sorrir,

Vindo a pra me atormentar

Na hora de dormir.


E quando noto tudo se acaba,

Vai embora sem dizer nada

E sem que eu possa aplaudir!!


By – Juliana Bizarria