Vivendo está à falta de sentidos A falta de compreensão. Minhas memórias foram mortas Antes mesmo de terem nascidas, Morreram sem ter vida Sem ao mundo terem vindo, Só cresceram dentro de mim.
Em meu nome velo por elas Crendo que para sempre serão só minhas, Memórias...
Dias tão estranhos Nublam meus olhos, Dando-me visão e vazão A um mundo descontente, Um mundo ciente e inconsciente Onde perco a razão Ficando mais descrente, Nada presta e o que presta Já acabou, Nada resta e o que resta Nem durou. O tempo passa, mas as horas não Os ponteiros giram Mas tudo ainda permanece no lugar, Coisas infames atropelam-me na esquina Passam por cima, De onde também estou a pisar. O barulho que se ouve é um mantra E o céu acinzentado um manto, Que cobre todos e ao mesmo tempo Não cobre ninguém, E lagrimas que dele caem São como um mar revolto Em seu vai e vem, Que segue faminto a tudo engolindo Fluindo e indo Cada vez mais alem!!
Doce aberração Que me afronta a luz do luar, Ludibriando-me os sentidos, Arrebentando cadeados dos meus cofres mais seguros Sou inerte diante de ti.
Fico estática, Escutando tudo o que tem a me dizer, Na calada da noite Brinca comigo de todas as maneiras, Faz de mim um boneco, Turva meus pensamentos.
Distancia-me de qualquer realidade, Faz- me ver estradas retas com curvas sinuosas, Faz- me ver tudo aquilo que jamais imaginei enxergar E de ilusões me seduz, Obriga-me a vomitá-las sobre papeis rabiscados.
Contamina todos os meus neurônios, Corrompe minhas células, Estupra minha mente Invadindo todas as partes do meu ser Saciando minha fome, Até que eu a jogue fora.
E depois de tudo Por longos dias me esquece Abandona-me fatigada Suspirando o deleite de sua presença Mas mesmo assim...
Aqui dissipa-se um mundo irreal, Imaginário, ilusório Vindo feito vendaval Vagabundo, contraditório. Arrastando erros e acertos Confundindo aqueles, Que negam a própria confusão Vindo a confundir todos, Até os donos da razão. Aqui dissipa-se um mundo platônico Que piedosamente se cala, Diante risos atônitos Que faces de tolos vem pintar, Nem vermes sábios e famintos Os querem devorar. Tanta pena... Me dói na alma Ver esses lábios decaídos, Inutilmente, não entendem o porquê Nem dos próprios risos. Piedade... Esses nascem sem sorte, Piedade... São tolos, Que só derretem com a morte.
Palavras mortas Rimas tortas, O que penso Pra quem importa? Mergulho em um mundo Onde me afundo, Posso pensar Num sono profundo. Em minha mente Abita um ventre, Gerando poesias Gélidas, quentes, Cheias e vazias. Viajo Dentre Meu cérebro alado, Deslizando a caneta Num papel rabiscado. A minha loucura Até a morte irei honrar, Porque de escrever Não posso parar, Respirando alucinação Á me intoxicar, Onde a inspiração Vem me inalar. Porem de minha alma Tudo isso faz parte As vezes o meu sentimento É a minha insana arte!
De tanta ansiedade veias pulsam sem conforto, A sombra esvaecida clamando por vida Faz bater no peito um coração morto. O triste olhar percorre a sepultura Não há luz, somente treva, Escurecendo qualquer pintura. A ultima pagina de sua historia Vem a se rasgar, Seus últimos minutos na aurora A morte acaba de devorar, Tudo em sua mente vazia passa Em seu coração há lagrimas a derramar. Deu inicio a certa desgraça Que sua mãe agoniza ao contar, E aquele semblante doce Encontra se adormecido Para nunca mais acordar!!
Só tenho vontade de escrever sobre o nada, O vazio a excitação friamente transformada Em algo que não é real. Inspiração... Não sei mais o que é, Sinto me estar semi - ébria Habitando um corpo que não é meu, As palavras que me amavam Agora me odeiam. Minha consciência lúgubre Transita por jardins ensolarados Cegando minha visão Impedindo-me de enxergar poesia, Obrigando-me a observar aquilo que não me entontece. Preciso estar entre meus anjos e demônios Preciso entrar em meu purgatório Para ver se minha fala não se cala, Se o meu calor não cessa E se minha rima Rima!
By - Juliana Bizarria
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Os dois panças da minha vida, Messi e Riquelme =))
Sou mais uma nascida do desejo em busca de um mundo melhor, amante do terrorismo poético para abrir olhos alienados em meio à podridão que germina toda existência. Só mais uma que viaja em pensamentos dando vida a qualquer tipo de coisa, parindo rimas, versos que brotam dentro do vazio de uma alma inexistente. Contradições e surrealismo me fascinam na escrita, então jamais devem pensar que realmente irão me conhecer através da minha poesia, 80% do que escrevo não sou eu, tudo posso em pensamento o meu cérebro é alado, simplesmente o deixo voar!
Como foi dito por Fernando Pessoa:
“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a fingir que é dor. A dor que deveras sente”.