domingo, 14 de março de 2010

Memórias Mortas

Vivendo está à falta de sentidos
A falta de compreensão.
Minhas memórias foram mortas
Antes mesmo de terem nascidas,
Morreram sem ter vida
Sem ao mundo terem vindo,
Só cresceram dentro de mim.

Em meu nome velo por elas
Crendo que para sempre serão só minhas,
Memórias...

By – Juliana Bizarria

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Assim és meu sono

Dias tão estranhos
Nublam meus olhos,
Dando-me visão e vazão
A um mundo descontente,
Um mundo ciente e inconsciente
Onde perco a razão
Ficando mais descrente,
Nada presta e o que presta
Já acabou,
Nada resta e o que resta
Nem durou.
O tempo passa, mas as horas não
Os ponteiros giram
Mas tudo ainda permanece no lugar,
Coisas infames atropelam-me na esquina
Passam por cima,
De onde também estou a pisar.
O barulho que se ouve é um mantra
E o céu acinzentado um manto,
Que cobre todos e ao mesmo tempo
Não cobre ninguém,
E lagrimas que dele caem
São como um mar revolto
Em seu vai e vem,
Que segue faminto a tudo engolindo
Fluindo e indo
Cada vez mais alem!!

By – Juliana Bizarria

sábado, 30 de janeiro de 2010

Tomo I

Entra em meu mundo desolado

Banhando meus olhos em pranto,

Toca-me e senta se ao lado

Causa-me dor, mas nenhum espanto.


Em voz baixa, doce e amena,

Esvoaça diante de mim a cena

Ecoando em meus ouvidos um canto.


De repente fica estridente

Confidente, se insinua,

E eu com meus olhos ardentes

Vejo uma sombra nua.


Oh! Desgraça

E seu grito logo retraça,

Perdendo se na rua.


De onde vem essa sombra já falecida?

Maldito monstro que me devora,

Atormenta-me a vida

E do nada vai embora.


Luzes turvas a me invadir

Frio e calor estou a sentir

Então o que faço agora?


O tomo I diante de mim

Causou em meu ser um tropel,

As cortinas se fecharam, é o fim

Cobrindo tudo como um véu!


Começo a aplaudir

Sem ao menos conseguir

Entender o meu papel!


By – Juliana Bizarria

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ah Palhaço...


Faz me rir de sua cara pintada,

Com sua fala desbocada

E da sua fantasia,

Faz me rir até

Dos desencantos deste mundo

Com ar de vagabundo,

Pintado de alegria.


Ah palhaço...

Que tanto por aí passeia

Em cada canto,

Derrama seu encanto

E sorriso, semeia.

Parabéns por sua arte

Que só felicidade, anseia.


Ah palhaço...

Fabricante de risadas,

Merecedor de aplausos

Colecionador de gargalhadas,

Por trás da mascara que te cobre

Existe uma alma nobre

Alma essa, iluminada.


Ah palhaço...

Agora vai, mas sempre volte

Sentiremos falta da sua magia,

Do seu talento

E de sua alegria,

Que é o lado mais pirado

Da chamada poesia!!


By – Juliana Bizarria



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fato

Abraço o mundo com os olhos
Junto meus pedaços caídos ao chão,
Passo noites em claro
Faço coisas por impulsão.

Tenho sonhos longos
Cheios de interrogações,
Em respostas recebidas
Não encontro soluções.

Vou vivendo
E morrendo um pouco
A cada passar dos dias,
Vendo e sentindo coisas
Que jamais pensei que veria.

Suportando conseqüências de tudo
Do meu maior, ao menor ato,
Janeiros se passaram por mim
E não sou mais feto
Agora sou fato!!

By – Juliana Bizarria

domingo, 20 de dezembro de 2009

Prece


Adota-me Calíope!

Dai-me sabedoria para tecer palavras,

Libertando versos que estão aprisionados em mim.

Donzela de ar majestoso, ornada de grinaldas

Coroa-me com seus louros

Afoga-me em delírios ébrios,

Para que eu possa tocar sóbrios hipócritas

Que insistem em nos rodear.

Adota-me Calíope!

Faz-me sua filha por instantes,

Derrama sobre meu corpo esguio e minha pele pálida

Toda a sua divindade épica.

Manda ventos líricos soprarem meus cabelos escuros

Transparecendo meus versos toscos.

Quero herdar de ti eloqüência,

Preciso herdar de ti inspiração

E em tudo o que vejo, mostrai-me poesia

Eu não sou mais eu,

Não sei o que sou

Mas sei o que quero ser,

O que preciso ser!

Calai minha boca

E dai fala a minha mão

Adota-me Calíope!

Adota-me.....


By – Juliana Bizarria

sábado, 21 de novembro de 2009

Vazia

Quando o escrito é mais bonito

A fala não me agrada,

Quando preciso ler e não há nada

Leio o que já havia escrito.

Mesmo que seja um rabisco

Mesmo que seja uma linha,

Meus olhos nem sempre se agradam

Com a poesia que é minha.

Peco em vida

Palavras e versos,

Peco em tudo o que quero

Em pensamentos dispersos.

Pecar não é pecado

Quando se quer pecar,

Escrever é mais difícil

Quando se quer falar.

Preciso escrever

E me libertar,

Preciso criar

Preciso rimar.

Sinto-me vazia quando a ânsia

Não vem me encontrar,

Completamente vazia

Quando não tenho o que vomitar.

Sinto-me um vazo sem flor

Um caranguejo sem mangue

Uma doença sem dor

Um corte sem sangue.


By – Juliana Bizarria

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ultimo Cigarro


Goles largos ele vem a tomar
Preparando as passagens rumo sua ultima morada,
Cheiro de álcool está a exalar
Imaginado a recepção da sua chegada.

Gritos blasfemos, gritos ardentes,
Suspiros ásperos e profundos,
Gemidos inconscientes e estridentes,
Um canto que o despede do mundo.

Da mais um laço
Feito um abraço,
Limpando a garganta com seu escarro

Para o pescoço se envolver,
Mas antes do corpo adormecer
Ascende o ultimo cigarro.

By – Juliana Bizarria


segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Notívaga

Doce aberração
Que me afronta a luz do luar,
Ludibriando-me os sentidos,
Arrebentando cadeados dos meus cofres mais seguros
Sou inerte diante de ti.

Fico estática,
Escutando tudo o que tem a me dizer,
Na calada da noite
Brinca comigo de todas as maneiras,
Faz de mim um boneco,
Turva meus pensamentos.

Distancia-me de qualquer realidade,
Faz- me ver estradas retas com curvas sinuosas,
Faz- me ver tudo aquilo que jamais imaginei enxergar
E de ilusões me seduz,
Obriga-me a vomitá-las sobre papeis rabiscados.

Contamina todos os meus neurônios,
Corrompe minhas células,
Estupra minha mente
Invadindo todas as partes do meu ser
Saciando minha fome,
Até que eu a jogue fora.

E depois de tudo
Por longos dias me esquece
Abandona-me fatigada
Suspirando o deleite de sua presença
Mas mesmo assim...

Avidamente eu te espero!

By – Juliana Bizarria

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Piedade

Aqui dissipa-se um mundo irreal,
Imaginário, ilusório
Vindo feito vendaval
Vagabundo, contraditório.
Arrastando erros e acertos
Confundindo aqueles,
Que negam a própria confusão
Vindo a confundir todos,
Até os donos da razão.
Aqui dissipa-se um mundo platônico
Que piedosamente se cala,
Diante risos atônitos
Que faces de tolos vem pintar,
Nem vermes sábios e famintos
Os querem devorar.
Tanta pena...
Me dói na alma
Ver esses lábios decaídos,
Inutilmente, não entendem o porquê
Nem dos próprios risos.
Piedade...
Esses nascem sem sorte,
Piedade...
São tolos,
Que só derretem com a morte.

By - Juliana Bizarria

domingo, 4 de outubro de 2009

Arte insana

Palavras mortas
Rimas tortas,
O que penso
Pra quem importa?
Mergulho em um mundo
Onde me afundo,
Posso pensar
Num sono profundo.
Em minha mente
Abita um ventre,
Gerando poesias
Gélidas, quentes,
Cheias e vazias.
Viajo Dentre
Meu cérebro alado,
Deslizando a caneta
Num papel rabiscado.
A minha loucura
Até a morte irei honrar,
Porque de escrever
Não posso parar,
Respirando alucinação
Á me intoxicar,
Onde a inspiração
Vem me inalar.
Porem de minha alma
Tudo isso faz parte
As vezes o meu sentimento
É a minha insana arte!

By- Juliana Bizarria

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Doente

I WANT TO BREATHE....

domingo, 26 de julho de 2009

Inicio do Fim

De tanta ansiedade veias pulsam sem conforto,
A sombra esvaecida clamando por vida
Faz bater no peito um coração morto.
O triste olhar percorre a sepultura
Não há luz, somente treva,
Escurecendo qualquer pintura.
A ultima pagina de sua historia
Vem a se rasgar,
Seus últimos minutos na aurora
A morte acaba de devorar,
Tudo em sua mente vazia passa
Em seu coração há lagrimas a derramar.
Deu inicio a certa desgraça
Que sua mãe agoniza ao contar,
E aquele semblante doce
Encontra se adormecido
Para nunca mais acordar!!

By – Juliana Bizarria

terça-feira, 14 de julho de 2009

Alento

Espaço, opaco, espaço
Estou perdida em meu abraço,
Tropeçando em próprios passos
Para decifrar meu pensamento.

Sentimentos, rotatórios, aleatórios
Imagens de um mundo ilusório,
Mundo este sem movimentos.

A sombra caminha e desequilibra
Ascende à incógnita que vibra,
Agoniada em seu tormento

Cruzes , luzes, luzem...
Idéias gastas se reduzem
Assassinando o meu alento.

By – Juliana Bizarria

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Estou cega para ver poesia

Só tenho vontade de escrever sobre o nada,
O vazio a excitação friamente transformada
Em algo que não é real.
Inspiração...
Não sei mais o que é,
Sinto me estar semi - ébria
Habitando um corpo que não é meu,
As palavras que me amavam
Agora me odeiam.
Minha consciência lúgubre
Transita por jardins ensolarados
Cegando minha visão
Impedindo-me de enxergar poesia,
Obrigando-me a observar aquilo que não me entontece.
Preciso estar entre meus anjos e demônios
Preciso entrar em meu purgatório
Para ver se minha fala não se cala,
Se o meu calor não cessa
E se minha rima
Rima!

By - Juliana Bizarria

segunda-feira, 8 de junho de 2009


Os dois panças da minha vida, Messi e Riquelme =))

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fui abandonada pela minha inspiração =/