sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Sepultado vivo


Que som é este que retumba
Ecoando dentro da tumba
Vertendo dores das frestas do concreto?
Aprisionado na hora errada
Tendo as palavras todas cerradas
E perdendo os sonhos mais secretos?

Ainda vive não é hora de morrer,
O que fizeste para isto merecer?
Seus gemidos nos lábios ardentes
Assombra quem estás a passar,
Escutando sua alma gritar
As frases mais insolentes.

Teu espaço é limitado
Cabendo você mesmo ao seu lado
Sua prisão é um mistério.
Tentando se virar
E sua agonia a se espalhar
Pelo ar do cemitério.

Em vão é teu clamor
Todos correm ao ouvir sua dor
Não querendo acreditar,
Permanecendo trancafiado
Ninguém fica ao seu lado
Ninguém tenta te ajudar.

Desesperado na escuridão
Avista a luz e sua degradação,
Transformada em penumbra.
A morte segura a tua mão,
Congela o teu coração
E o sono eterno paira na tumba!!

By – Juliana Bizarria

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Devaneios Noturnos

Em meus devaneios noturnos
Deliro entre as paredes do
meu quarto,
Meus movimentos internos e intensos
Rasgam meu corpo e fogem de mim,
Escapando pelas frestas da porta e da janela.

Saem pelas ruas fazendo algazarra,
Gritando e acordando a madrugada adormecida.
Minha voz enfraquecida
Sussurra implorando para que se calem
Mas não me ouvem,

Seus gritos ensurdecedores
São mais altos,
Assustam as corujas os grilos
E qualquer outra criatura da noite.

Andam por ai a divagar
E quando menos espero
Batem em minha janela,
Adentram meu quarto,
Corrompem minha pele,
Ferem o meu ser.

Voltando a habitar meu corpo esguio
Acalmam-se dentro de mim,
Feito doses homeopáticas
Curam minha insônia.

Mas quando fecho os olhos para dormir
O sol já está se levantando,
Inebriada pelo sono
Estou sendo carregada,
Então adormeço
Mas já é hora de acordar.

By – Juliana Bizarria

domingo, 15 de fevereiro de 2009

In The middle of nowhere


In the middle of the darkness
I find me alone.
I want to fly
I think I can,
But I start to cry
And lost me again.

Screaming and bleeding,
Obscuring and confusing,
Truths with lies.
I the middle of nowhere
I die.

Now I'm in another place.
Where my tears
Become fears,
Wetting my face

But I
Never lost control,
Because a day somebody
Will find my soul.

By - Juliana Bizarria

One more poem para a Tia Cacá and Narcisa traduziiiiiiiiirem!!

Tosko?? magiiiiiiiiina huAhuAHuhUahauhUahuahuaaaaaaaa

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Without name



The bleachers’s life are crowded
Acclaimed for a winner.
Always waiting for someone to appear
To be applauded.
Waiting for a hero,
Bringing hopes and better things
But why wait so?
If you are tired of knowing
That power corrupts?
We are able to do everything ourselves.
The hope is ephemeral
And heroes are paltry mortals
Like any other human being.
Be your own hero
And applaud yourself!

By - Juliana Bizarria

Escrito em "ingreis" especialmente para minhas alunas Cassia AND Larisa traduzirem, BUT sem usarem ferramentas do google OK?? huhUAhUHaua
ps: Isso deve tá cheio de erros mas relevem, afinal dizem q é com os erros q a gente aprende hUAhUahuHauhuahUahuA

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

365 dias....



O mesmo suor todos os dias escorre
Debaixo do mesmo sol,
Debaixo da mesma lua,

Olhos cobrem a mesma multidão,
Pés caminham sobre a mesma rua.

As horas passam
E os sete dias se vão,
As horas passam
E os trinta dias se vão.

Tudo volta se inicia.
Perdas, conquistas
E nada mais

Nada vai alem do único propósito,
A busca pela paz

Prisioneiros na estratosfera,
Prisioneiros da vida e sua ilusão.

As horas passam
E 365 dias se vão.

Persistentes, ainda estamos aqui,
Fazendo o que sempre fizemos
E continuaremos a fazer,

Dormindo cansados
E morrendo um pouco a cada amanhecer.

Feito areias no deserto
Se confundindo,
Tudo é muito igual.

Cada um vai para um lado
Rumando ao mesmo final.

As horas passam
E os dias se vão,
As horas passam
E quase tudo é em vão!!

By – Juliana Bizarria

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O Retrato


Observando....

Faço reavivar mortas lembranças,

Respirando o cheiro do passado

Guardado em um simples retrato.

Como um tambor,

Doces recordações

Ficam a ressoar em meu pensamento.

Mantenho-me em silencio

Para ouvir melhor

O que já vive,

Mas que em cárcere,

Habitava minha memória

E agora se liberta,

Brotando um funeral dentro do meu ser

Sinto que tudo morreu,

Mas está imortalizado num pedaço de papel.

Não consigo desviar meu olhar,

Não consigo deixar de reviver

Aqueles bons momentos.

Então....

Continuo bebendo as lembranças

E embriago o meu peito

Com aquilo que chamam de saudades!!

By – Juliana Bizarria

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Tudo eu via


Eu vi cavalos sobrevoarem o céu
E toda a sua imensidão,
Eu vi urubus nadarem,
Num momento de alucinação.
Vi flechas atingirem alvos
Em plena escuridão.
Eu vi freiras dando a luz
E depois pedirem perdão.

Também pude ver pássaros
Com línguas assustadoras,
Vi homens caminhar com braços,
Por estradas devastadoras.
Vi mulheres beberem sangue
Em seitas destruidoras.

Pude ver crianças
Espíritos evocando,
Depois pude ver as mesmas
Umas as outras se matando,
E seus pais de braços cruzados
Ali parados só olhando.
Eu vi a vida e a morte
De mãos dadas se amando.

Vi o que não devia
Senti o que não sentia,
Era como se algo me tomasse
E por isso tudo eu via.
Da vida, vi o lado bom e o ruim,
Vi tudo aquilo que em segundos
Passaram diante de mim.
Vi meu avesso,
Meu começo,
Meio e fim!!!!

By - Juliana Bizarria
Escrevi isso a 6 anos atrás.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Desaferrar


Foda-se o dólar
E a sua cotação,
Foda-se a coca-cola
E a sua propagação,
Foda-se a inclusão digital
E a sua extensão,
Foda-se o ibope de um canal
E a sua programação.

Foda-se a vaidade
E seus escravos fúteis,
Fodam-se as marcas e a moda
E seus seguidores inúteis.
Foda-se a morte
E a sua ambição,
Foda-se a humanidade
Que diz viver em uma nação.

Fodam-se as crenças
E seus milagres apoteóticos,
Fodam-se as doenças
E seus infectados caóticos,
Fodam-se as pesquisas
E seus estudiosos psicóticos.

Fodam-se o cinismo a falsidade
E os seus seguidores
Fodam-se os homens sem opinião,
Que das vontades alheias são pescadores.
Fodam-se da hora em que nascem
Até a hora em que vão morrer,
Porque me cansei de fazer rimar
E quero que tudo vá se fuder!!!!

By – Juliana Bizarria
Poeminha Juraaaaassico que até virou musica a long time ago!!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Aos meus poetas mortos














Eu e outras poesias
Respiramos o cheiro das flores do mal,
Rabiscando num livro de magoas,
A dor que em palavras se apaga,
Ao ler a obra imortal.

Do Boêmio,
Do dono da sombra magra,
E da mulher suicida.
Artistas duma escrita que vaga,
Nos caminhos da minha vida.

Seus versos embriagantes
Para meus olhos vem cantar,
Feito um tambor em minha mente
A ressoar, ressoar....

Assim como eles,
Também quero imortalizar
Tudo aquilo o que escrevi,
O que vi,
Não vi,
viví,
E morri.

Agradecendo – lhes ao que deixaram
Despeço-me ascendendo uma vela,
Aos meus poetas mortos
Baudelaire, dos Anjos e Florbela!!

By – Juliana Bizarria


O Livro As Flores Mal do poeta francês Charles Baudelaire (1821 – 1867) foi editado em 1857, mas somente em 1992 foi pela primeira vez integralmente publicado.

O Livro Eu e outras poesias do poeta brasileiro Augusto dos Anjos (1884 – 1914) foi publicado no ano de 1912.

O Livro de Magoas da poetiza portuguesa Florbela Espanca (1894 – 1930) foi publicado em 1919.
ps: Florbela suicidou-se no dia do próprio aniversário.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Nume


Dei a luz a um nume
Virginal, uma crença.
Construí o seu altar
De uma beleza imensa.

Diante de ti
Por longos anos me prostei
Muitas velas ascendi,
E em seu nome rezei.

Sentindo frágil acreditando
Aquilo ser tudo o que me protegia,
Livrava-me de todo mal
E a da minha endemia.

Mas um dia o meu nume
Por descuido veio ao chão,
Então me senti forte
Com seus cacos em minhas mãos.

Percebi que era tão
Ou mais frágil quanto a mim,
Do mesmo modo que o dei a luz
Matei-o, dei lhe o fim.

O que era aquela coisa
Que eu pensava ser divina?
Não era nada!
Era apenas mais uma praga
Que no homem oco germina.

Senti me liberta no instante
Em que minha crença faleceu,
O meu cérebro transformou-se em altar
E o meu nume agora sou eu!!

By – Juliana Bizarria

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Overdose


Na imagem não da pra ler, então aí vai.....



Os poemas lânguidos
À noite me consomem,
Se os ignoro
No dia seguinte somem.
Minhas palavras
Ferem a vida,
Minhas rimas
São feridas.
Que em meu cérebro andam,
E no papel sangram.
Estupidez é o que prevalece,
E minha podre imaginação
Me enlouquece.
Consumindo minhas veias de inspiração
Feito heroína,
Então respiro o pó dos versos
Como se fosse cocaína.
Estou sedada
Pela minha mente a rimar,
Estou tomada
E de escrever não consigo parar.
Desobedeço a regras trilhando reto
Por caminhos sinuosos,
Mas sempre a honrar
Meus poemas voluptuosos!!!!

By - Juliana Bizarria


quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Ah! Pedro que sacanagem



O que almejo
É o meu desejo,
Destrói minha alma e eu não vejo
E a dor da perda me da um beijo.
A saudade de um Pedro
Que não guardava segredo,
E de ficar sozinho
Parece que teve medo.
Então o seu mais puro sonho
Em uma noite se realiza,
A sua angustia enrustida era tanta
Que partiu atrás de Eliza.
Mas porque foi embora?
Pois contigo sempre sorri,
E o que faço agora,
Que me deixou aqui?
Aqui, nessa maldita terra,
E quando a morte passa por mim
Parece que sempre me erra.
Quero ir com você
E estar sempre ao seu lado,
Mas sei que não é possível
Pois Pedro descansa calado.
Mas Pedro... Por quê?
Por que chegou sua hora?
O que faço com a vida
Se a morte me ignora?
E o que fez comigo
Foi uma puta sacanagem,
Pois agora fico a lembrar
Somente da sua imagem.
Soluço sentindo o vento
Soprar em minha janela,
E minhas lágrimas a escorrerem
Feito ceras de uma vela.
Estou sofrendo e quero que venha me buscar,
Luto contra essa facada
Que veio o meu peito rasgar,
Mas ela é mais forte que eu
E não consigo controlar.
Então suplico a Pedro, por favor,
Não me deixe mais chorar!!!!

By - Juliana Bizarria

Vôôôôô..... vóis mecê me faz uma falta do caraaaaaaiiiiiiioooooo!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

?????

Seriamos - nós... Um único ser,
Portadores da mesma doença,
Sorrisos de uma única face,
Devotos da mesma crença.
Geradores de tudo o que nasce?

Seriamos - nós... Um vislumbre dos mesmos olhos,
Aquele que almeja a imortalidade
Que nunca enxergou,
Buscando fazer parte de uma só vida
De um único coração que pulsou?

Seriamos - nós... O alvo
Da mesma sutil vingança,
Tentando destruir o triste passado
Apunhalando qualquer lembrança?

Seriamos - nós... Vermes seqüelados,
Monstros disfarçados,
Vivendo na lamentação,
Cuspindo na própria cara
Frente a espelhos desse mundo pagão?

Seriamos - nós... Iludidos ou ilusão é viver?
Infelizmente ou felizmente,
Tudo se acaba
E será que em nada podemos crer?

Seriamos - nós... Um só corpo,
Manipulado feito fantoche,
Arrancando risos dos sábios
Que nos olham com deboche?

Seriamos - nós... Um corvo carniceiro,
Debruçados sobre aquilo
Que mata a sua fome,
Extigando sua ansia
E a ganância com que se come?

Seriamos - nós... Caçadores do tempo,
Perdidos procurando o que nunca fomos,
Mas será que existe tempo?
Ou o tempo é o que somos?

By – Juliana Bizarria

domingo, 18 de janeiro de 2009

Poetas são escultores


Poetas são escultores lúdicos
E de sentimentos.
Esculpindo em palavras
Todo tipo de pensar,
Em versos Lapidam suas obras,
Das românticas
Ás lúgubre,
Do certo
Ao incerto.
Tateiam com primor
A face da poesia,
Criando olhos
Bocas, ouvidos
Um corpo inteiro,
Modelando a imaginação.
O poeta da vida a tudo aquilo
Que pode e não pode ser visto,
Caminha reto por estradas sinuosas,
Fala da noite como se fosse dia
Faz da poesia
A voz que ecoa em silencio
Nos ouvidos dos olhos e do coração.
Esculpida pelas mãos calejadas da artista,
Que é a inspiração!!

By - Juliana Bizarria

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Meros rabiscos


Meus olhos dormem abertos
Para ver tudo ao meu lado,
Com pesadelos eu desperto
Os meus versos apagados.
Sou amante da noite
E de sua inspiração,
Entrego-me de corpo inteiro
Beijando a escuridão.
O silêncio me acorda
Para assim me libertar,
Então no meio do nada
Eu começo a rimar.
Meros rabiscos
Começam a gritar,
O papel que era mudo
Agora pode falar.
Toda raiva e ironia,
É o que me seduz
Pois a mais uma poesia
Acabei de dar a luz.
Mas ainda sinto estar grávida
E o meu cérebro é o ventre,
Uma máquina geradora,
Que dali brotam sementes
Em paginas acolhedoras.
As idéias me sufocam
Por isso preciso estar acordada,
É como se algo me tomasse
E eu estivesse guiada,
Deslizando a caneta
Com a minha mão gelada.
Tenho sono, mas não posso dormir,
E os olhos que nunca se fecham
Agora não querem abrir,
Minhas veias entram em colapso
Deixando-me prestes a explodir.
Então alucinada,
Não posso me conter,
Por que o filho que esperava
Acaba de nascer!!!!

BY – Juliana Bizarria

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Os pecados de Pedro



Pedro pecou debaixo do sol
E como a manhã
Um dia ele brilhou,
Perto dos outros ele nunca chorou
Porque as suas lagrimas
Sua alma segurou,
Então comprava armas
E cheirava cocaína,
Estava tão perdido que não havia mais
Cartilagem em suas narinas.
Comprou uma moto
E com ela se aventurou,
Ganhava dinheiro no trafico
Mas tudo ele cheirou,
Cheirou seu pai, sua mãe e seus irmãos,
Era tão indisciplinado e folgado
Que não tinha calo em suas mãos,
Gostava que tudo ao seu modo
Estivesse certo,
Porém queria ter
A felicidade sempre por perto.
Dizia-se fã do Che Guevara e do nirvana
E em seu violão
Só tocava legião urbana,
Gostava de batata frita com cat-chup
E sorvete de morango com calda de chocolate,
Mas quem lhe faltasse com o respeito,
Aos seus súditos ele só dizia:
Mate!
De manhã assistia desenho animado,
E no resto do dia
Até quando dormia
Pedro dormia armado.
Falavam que ele
Tinha feito pacto com o diabo,
Mas era mentira
Fazia oração para o anjo da guarda
Estar sempre ao seu lado.
Teve duas overdoses
E virou devoto da nossa senhora aparecida,
Mesmo assim continuava se drogando
E com medo de perder a vida.
Mas o tempo passou
E ele começou a piorar
Pensava que todo mundo
O perseguia para matar,
Mas essas crises não foram suficientes
Para com Pedro derrubar,
Então um dia misteriosamente em seu quarto
Foi encontrado morto,
Abraçado ao seu ursinho de pelúcia
Que se chamava aborto.
Porem agora não se assuste,
Após ler as últimas linhas
Que pela Juliana foram psicografadas,
Pois quero que essa existência ilustre
Para sempre seja lembrada,
Porque eu sou Pedro
E para contar minha historia
Tomei a mão dela emprestada!!!!

BY-Juliana Bizarria

Naum.... eu naum sou o Chico Xavier hUAhuahuHauhua =))

Pedro = beat????

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Praticando heresia


Odeio religião.
Ela é uma das coisas
Mais estúpidas que existem na terra
Religião é preconceituosa
Causa miséria e guerra,
Propaga ignorância de humanos
Limitados por suas ambições
Praticando uma política suja
Em todas as nações.
As religiões são todas iguais
Contaminam cérebros fracos
Com suas crenças banais.
A igreja rouba e transforma
Seus seguidores em gados
Impõem idéias arcaicas
Deixando adeptos bitolados.
Privando as pessoas de pensarem
Decorando palavras
Até na hora de rezarem.
Religião é uma praga
Que só atraí desgraça
É um bolo mal feito
Com uma estragada massa.
Deixa homens desacreditados
De suas próprias vontades
Não sabe se o que escuta é certo
Ou se ao menos é verdade.
Em minha deturpada mente
Cheguei a uma conclusão
Podem me achar demente
Mas tenho o meu conceito
Sobre religião
Para mim ela não passa
De comercio, discórdia e prisão!

By- Juliana Bizarria

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Juízo Final


Ecoam barulhos do céu
No meio da escuridão,
O sangue pingando das nuvens
Declara a devastação,
Inicia se uma guerra
Abre se a terra
Engolindo o perdão.

Sepultando queimados
Os sonhos mais ardentes,
Dos pecadores alados
E das almas descrentes.
O olhar enfurece
O espírito aquece
Com raios incandescentes.

Que estão chegando para expulsar
Obrigando todos a saírem do caminho,
Até donos de impérios
Que se embriagam com vinhos,
Pobres com sorte
E jurados de morte
Escondem-se em seus ninhos.

Mas tudo é em vão
O vento ensurdecedor,
Arrasta sentinelas
E o hálito maléfico com pavor,
Apaga todas as velas.
Não há mais tempo para orar
Tudo irá se acabar
Até as pinturas mais belas.

Bocejando agonia
E lagrimas a derramar
Tudo vai embora,
Profanos, leigos e leais.
Os demônios encarnados
Concebidos em pecado
Por prazeres bestiais.

Deixam o cosmo
Agora desabitado,
O nódulo é desfeito
O câncer é curado,
No final
Todo mundo é igual
Pois o corpo é emprestado.

E antes que seja tarde
Cauterize a ferida lânguida
Que contamina os filhos
Que o céu está cobrindo,
E o inferno está comendo
Mas o mundo está dormindo?
Não...
O mundo está morrendo!

By - Juliana Bizarria

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Uma semana sem você =((


Dizem que os cachorros, os animais em geral não têm alma, ao contrario de todo o ser humano.
Mas esse portador de alma é ruim, ganancioso, é o causador de todos os males do mundo!
Às vezes quando uma pessoa age de má fé, a chamam de “desalmada”, e até mesmo de “cachorro” e não percebem o erro que estão cometendo.
Pois não existe coisa mais fiel, carinhosa, honesta do que os animais e mesmo quando eles fazem algo errado por sua ingenuidade, ninguém os chamam de “almados” ou de “seres-humanos”
Então o problema do homem deve ser a alma.

Quem sabe se ele tivesse nascido sem ela, seriam iguais aos cachorros e talvez a humanidade fosse bem melhor.

Se ter alma é viver como os seres humanos, eu preferia não te-la e viver como os animais.

By - Juliana Bizarria

BAGGIO.... vc faz muita falta!! TE AMO PRA SEMPRE

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Carne tenra



Laceram a carne tenra
Enquanto as toxinas
Forjam a lógica da contradição,
Onde tudo se torna lascivo
Em meio à perdição,
Vomitando os órgãos
Feito a labareda de um vulcão.
E sem sentidos extingam
O sangue e sua estagnação,
Querendo derramar para cobrir
Todo tipo de aversão,
Com brilho suave colore
A pecadora multidão.
Embebedam-se no orvalho
Do sentimento doentio de ilusão.
Os dentes afundam na pele
Forjando a destruição,
Pois as chamas envenenam
A consumação!

By – Juliana Bizarria

Homenagem ao meu grande amigo e companheiro de prosas na beira do fogão a lenha CHARLES BAUDELAIRE hUAhUhuhauHau =))

Perdeu-se no ar


Transeunte, caminha sem pressa
Não tem lugar certo para chegar,
Passa em frente á igrejas
Mas não pára, para rezar.
E na calçada do cemitério
Ali presta á atenção,
Imaginando o fim
Do bater de coração.
Continua á caminhar
Mas agora pressa começa a ter,
Aí acelera os passos
Para chegar e escrever.
Toda a sua mente começa a fermentar,
Como algo num forno
Prestes a se queimar.
Pensamentos idiotas e alucinações,
Rimas suficientes
Para escrever várias canções.
E o medo que sua imaginação suma
Toma conta de sua alma,
Então respira fundo
E começa a ter mais calma.
Pois seu destino já está próximo
E a sua parada começa a avistar,
Mas não adiantou nada
Rápido chegar,
Por que sua inspiração
Com a pressa perdeu-se no ar!!!!

By- Juliana Bizarria

Bolhas embriagantes


Ecoam palavras em minha mente
Palavras que surgem do nada,
E eu com os meus olhos pesados
Ouço ás bem calada.

Vindo como tempestade
Em uma noite gelada,
E os seus relâmpagos me acordam
Na sonolenta madrugada.

Barulhos girando ao meu redor
Para que eu permaneça acordada,
A caneta desliza devagar
Por que minha mão está cansada.

As idéias surgem
Deixando-me por elas ser levada,
Então mergulho junto as bolhas de rimas
Assim ficando embriagada.

Parar de escrever eu não consigo
Pois estou alucinada,
Mas sem querer fecho os meus olhos
E pelo sono sou carregada!!!!

By - Juliana Bizarria

domingo, 7 de setembro de 2008

Meu último suspiro


Minhas feridas choram pela sepultura
Enquanto minhas veias
Celebram sua ruptura.
Minha alma chora por salvação
Para que eu, não seja condenada,
Debaixo da luz negra
Na chuva serei velada,
E por causa do meu suicídio
Por Cristo serei negada.

Vou me libertar do mundo das coisas frágeis.
Vou fechar os olhos para desaparecer,
Então persigo meu ato
Pois é hora de morrer.
Vamos, diga-me boa noite
Enquanto você chora,
Eu estou partindo
Enquanto você ora.

Segurando o meu último suspiro
Peço que me peguem enquanto eu caio,
Estão gritando o meu nome em vão
Porque do meu corpo eu saio.
Anjos jogados aos meus pés
Implorando para eu ficar,
Mas a morte está acenando para mim
E a ela vou me entregar.

Ninguém te contou que não estou mais respirando?
Vivo num sono eterno
Para sempre descansando,
Mas vejo que enfraqueci
E por isso estou sangrando.
Um sangue doce que vem o meu espírito lavar,
E se um dia sentir saudades de mim
Faça o mesmo e venha me encontrar!!!!

Poema: copyright © 2004 By- Juliana Bizarria



Poesia dedicada à poetisa portuguesa "Florbela Espanca" (1894-1930)
Pois a mesma cometeu suicidio!!

Ameba Abençoada


Sou um zero
Mas não me desespero,
Enxergo meu ego
Com um olho cego,
E quando cansado
Eu o carrego.
Santa inutilidade
Desse meu corpo miserável,
Descrevo-me pouco a pouco
Num auto-retrato de louco,
Uma pintura indecifravel.
Eu canto para o rancor
Para o fraco e para o forte,
Eu canto para a saudade e a dor,
Para a vida e para a morte.
São escritas estragadas
Por uma mente,
Podre e ceifada,
A mesma doente
A mesma curada
Pois sou uma ameba,
Abençoada!!!!
BY - Juliana Bizarria